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Eu sou um grande fã de NBA (se você acompanha a coluna já deve ter notado uma ou outra referência ao tema), mas não só do esporte – também do entretenimento e especialmente da cultura promovida pelo basquete: desde o poder que os atletas da liga têm de fazer emergir um movimento como o Black Lives Matter a todas as lições de negócios e de vida que podemos tirar da biografia de astros como Michael Jordan, Phil Jackson e Kobe Bryant.
Cultura é um tema que me fascina muito – como os seres humanos se comportam, como as ações e ou combinados interagem, como os valores são construídos e fortalecidos em uma sociedade ou em um grupo.
O Heat é a única franquia do basquete americano que tem testes de condicionamento na pré-temporada. Sim, um atleta da franquia de Miami precisa manter a forma mesmo durante as férias. E quem não alcança o padrão desejado tem grande chance de ser colocado como disponível no mercado.
É uma abordagem quase que militaresca da cultura de treinamento e de ética de trabalho. Para você ter uma ideia, alguns jogadores iniciam sua rotina de treino às três e meia da manhã – isso em um dia normal. Segundo David Fizdale, ex-treinador adjunto do time, “o treino tem que ser uma guerra. O treino tem que ser muito pior do que o jogo em si”. Não é por acaso que a determinação é uma marca reconhecida entre os jogadores do Miami Heat.
O Heat sempre quer ganhar. Eles se recusam a fazer o “rebuild”, que é quando você vende os melhores atletas do time para perder mais – e assim conseguir uma posição melhor para a escolha de atletas no Draft seguinte.
A prática é comum na NBA, mas proibida em Miami. Mesmo quando as estatísticas jogam contra, os jogadores se recusam a vestir a carapuça de “café com leite” ou de “zebra”.
O Miami Heat já teve superestrelas no time, e conseguiu três títulos com um time formado pelos astros LeBron James, Chris Bosh, e Dwayne Wade. Mas o que a franquia gosta mesmo é de encontrar e desenvolver suas pratas da casa. Especialmente aqueles jovens que sentem que precisam provar algo (nunca esqueça que garra é uma das principais características desse time).
Atualmente o time é composto por um misto de jogadores que vieram de faculdades sem qualquer tradição no basquete e até uma série de atletas que sequer passaram pelo modelo tradicional de divisão de atletas recém-saídos da universidade entre os times americanos. Mesmo com prognósticos não muito favoráveis, todos esses jogadores se tornaram atletas de ponta ao serem acolhidos pelo Heat.
Considerando as corretas relações de concordância, assinale a alternativa que indica quantas outras alterações deveriam ser feitas obrigatoriamente no trecho a seguir caso alterássemos o substantivo “treino” por sua forma plural: “O treino tem que ser muito pior do que o jogo em si.”