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O filme Hebe – A estrela do Brasil deixa de lado a história de vida da apresentadora e foca na luta contra a censura
Quem aos cinemas para assistir ao filme Hebe – A estrela do Brasil esperando acompanhar a apresentadora Hebe Camargo desde sua infância humilde até sua morte, em 2012, poderá se decepcionar. A única referência sobre quando ela era mais nova é uma frase em que pergunta a um produtor: “Você já passou fome? Eu já”. O filme foi dirigido por Maurício Farias (que fez o filme O coronel e o lobisomem), com roteiro de Carolina Kotscho (que fez o filme Dois filhos de Francisco) e faz um recorte da vida da apresentadora na década de 1980. O objetivo é mostrar a transição da ditadura para a democracia no Brasil, enquanto Hebe é apresentadora na Band e no SBT.
Nas cenas do lado profissional, a atriz Andréa Beltrão interpreta uma Hebe que, no filme, desafia a ditadura e fala tudo o que pensa, mesmo quando recebe ameaças da censura. A frase mais famosa está lá: “A Hebe não é de direita, a Hebe não é de esquerda. A Hebe é direta”. Em outra parte, ela abandona uma das emissoras dizendo que não aguentava mais ser censurada. Não queria mais fazer programas gravados. A apresentadora, que lutava a favor das minorias, também aparece defendendo a causa LGBT em momentos como o da participação da modelo transexual Roberta Close ou quando intercede por seu cabeleireiro Carlucho.
As cenas que mostram Hebe em família talvez as que mais chamem a atenção do público. Elas retratam uma mulher que pouca gente conhecia, longe das câmeras e dos holofotes. Andréa vive com intensidade os momentos em que Hebe sofria com o machismo, as agressões e o ciúme de seu segundo marido, Lélio (interpretado por Marco Ricca). Marco se destaca na atuação, com um discurso do homem que faz “tudo por amor”. Hebe mãe, tia e amiga também são retratadas. O filme mostra bem sua relação com Marcello, seu único filho, da relação com o primeiro marido. A história também destaca a relação com o sobrinho e coprodutor do filme, Claudio Pessutti, vivido por Danton Mello. Ele foi seu braço direito em toda a vida, ajudando a tia a pensar grande. Durante a pré-estreia, Marcello resumiu essa característica da mãe: “Hoje ela estaria falando assim: ‘gente, eu virei filme’. Porque ela não tinha a percepção da dimensão do que era o nome Hebe Camargo”.
Os “selinhos” (beijo leve nos lábios) distribuídos por Hebe Camargo na vida real são escassos no filme. O único que ganha o famoso beijinho da apresentadora é o cantor Roberto Carlos (representado por Felipe Rocha, impecável na pele do rei).
Assinale a única alternativa que faz uma afirmação INCORRETA sobre a seguinte frase do texto.
O único que ganha o famoso beijinho da apresentadora é o cantor Roberto Carlos (representado por Felipe Rocha, impecável na pele do rei).