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O mundo está uma bagunça, com bilhões de pessoas prisioneiras de inescapáveis ciclos de guerra, fome e pobreza, com o maior número já visto de crianças morrendo em decorrência da fome, da doença e da violência.
Essa descrição parece ser a única coisa em torno da qual os americanos estariam de acordo; em relação a todos os demais tópicos, o que se vê é a .............. Várias pesquisas de opinião, no entanto, descobriram que 9 de 10 americanos acreditam que a situação da pobreza global piorou ou se manteve a mesma nos 20 anos mais recentes.
Com lideranças de todo o mundo se reunindo para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, todas as evidências indicam que estamos num momento histórico de inflexão. O número de pessoas vivendo na pobreza extrema (US$ 1,90 pessoa/dia) caiu pela metade em duas décadas, e o número de crianças pequenas morrendo teve queda semelhante – são seis milhões de vidas salvas todo o ano pelas vacinas, incentivo ao aleitamento materno, remédios para pneumonia e tratamentos contra diarreia!
Os historiadores podem concluir que o processo mais importante desenrolado no mundo no início do século 21 foi uma impressionante redução no sofrimento humano. Eis os dados.
Até recentemente, em 1981, 44% da população mundial vivia na extrema pobreza, de acordo com o Banco Mundial. Agora, pensa-se que essa mesma proporção seja inferior a 10%, e a queda continua. “Essa é a melhor notícia do mundo atual”, disse Jim Yong Kim, presidente do Banco Mundial.
Durante toda a história da humanidade até os anos 60, a maioria dos adultos era analfabeta. Agora, 85% dos adultos de todo o mundo foram alfabetizados, e a proporção está aumentando.
Embora a desigualdade tenha aumentado nos Estados Unidos, a tendência global é mais animadora: no panorama internacional, a desigualdade está em queda por causa dos ganhos conquistados pelos pobres em países como China e Índia.
A ONU tem como objetivo erradicar a pobreza extrema até 2030, e os especialistas acreditam que seja possível algo bem perto disso. Em resumo, ainda no nosso turno, temos uma chance considerável de virtualmente eliminar os males que afetaram a humanidade por milhares de gerações, do analfabetismo até a mais ................ pobreza.
Mas o público acredita no oposto: que a pobreza está aumentando. Uma pesquisa de opinião divulgada pela firma holandesa Motivaction revela que apenas 1% dos americanos participantes tinha consciência _______ a pobreza extrema global tinha sido reduzida pela metade num período de 20 anos. Eu me pergunto se nós do universo do jornalismo e das agências humanitárias não erramos ao dedicar tanta atenção para o sofrimento humano a ponto de dar ao público a impressão equivocada segundo a qual tudo está sempre piorando.
Já cobri histórias de massacres no Sudão do Sul, campos de concentração em Mianmar e casos generalizados de crianças com o desenvolvimento prejudicado pela má nutrição na Índia, mas também é importante reconhecer o contexto de progresso global. Caso contrário, o público pode vir a enxergar a pobreza como algo sem solução e desistir de continuar na luta – justamente no momento ______ estamos obtendo as melhorias mais aceleradas _______ se tem notícia.
Os cínicos apontam que, se mais vidas de crianças forem salvas, estas vão crescer e ter mais filhos, causando novos ciclos de pobreza e fome. Não é verdade! Quando os pais têm a garantia _______ os filhos sobreviverão, eles optam por ter um menor número deles. Conforme as meninas recebem educação e métodos contraceptivos se tornam disponíveis, a taxa de natalidade cai – exatamente como ocorreu no Ocidente.
Assim, logo voltaremos às urgentes necessidades globais, da guerra à mudança climática e aos refugiados. Mas, primeiro, façamos uma pausa de um nanossegundo de silêncio para reconhecer os maiores ganhos no bem-estar humano jamais vistos na história de nossa espécie – não para que isso nos inspire .............., mas para incentivar nossos esforços no sentido de acelerar aquela que pode ser a mais importante tendência do mundo atual.
Considere as ocorrências no último parágrafo do texto e as seguintes propostas de reescritura:
I. que seja reconhecido em lugar de reconhecer. (l. 48).
II. isso nos inspirar em lugar de que isso nos inspire (l. 49).
III. que incentive em lugar de incentivar (l. 49).
Quais propostas NÃO mantêm o sentido e a correção dos trechos originais?