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Uma questão que muito preocupou os filósofos políticos dos séculos XVII e XVIII foi a de encontrar uma justificação racional — dedutiva — para a existência do Estado. O problema apresenta-se do seguinte modo: o homem possui uma natureza própria que lhe garante a liberdade e a igualdade, como explicar a existência dos Estados e como legitimar o poder destes? E, se à partida, todos são naturalmente livres e iguais, como justificar o dever de obediência ao Estado por parte de qualquer indivíduo? A ideia central contida nas respostas a essas perguntas é a de que, sendo o estado natural uma situação que promove a instabilidade e a insegurança, os indivíduos teriam concordado em associar-se e em constituir um Estado, cedendo a este último certos poderes. A condição desta cedência era que os governantes utilizassem esse poder para garantir a segurança de todos. E, assim, os indivíduos comprometer-se-iam a acatar as deliberações do Estado. Analise as seguintes assertivas sobre a teoria política implícita nesse argumento:
I. Encontra o fundamento da política em algo anterior à política, no direito divino.
II. A finalidade da política é promover a maximização do bem comum e a justiça.
III. Trata-se de uma teoria contratualista.
IV. Thomas Hobbes e Jean-Jacques Rousseau são dois pensadores que utilizam variantes dessa teoria política.
Quais estão corretas?