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O vínculo do afeto
A maioria das pessoas lembra, de alguma forma, como a relação com um ou mais professores marcou sua vida escolar. É simples perceber assim, puxando pela memória, que uma teia de sentimentos, emoções, sentidos e subjetividades inserem-se na relação entre professor e aluno, determinando a qualidade da escolarização e do processo de aprendizagem. Paradoxalmente, porém, nem sempre é fácil trazer a esta percepção clareza, transformando o aspecto afetivo em uma parte consciente e intencional da prática cotidiana em sala de aula. Abordagens afetivas – que enxerguem os alunos integralmente em sua dinâmica de aspectos emocionais, motores, culturais e sociais – não soam naturais para muitos educadores, principalmente depois da educação infantil e dos primeiros anos do ensino fundamental. Uma das causas desta percepção é histórica: a educação ocidental pós-iluminista privilegiou a ideia do aprender associado aquisição de conhecimento de modo técnico, objetivo e racional. Nesse contexto, alunos e professores pertenciam universos diferentes e bem determinados, com interação bastante limitada. À luz do século 21, entretanto, a discussão sobre a afetividade no ambiente escolar ganha nova relevância. Sem outros espaços de convívio e com pais ausentes pelos mais diversos motivos, as crianças estão chegando escola com uma carência afetiva cada vez maior, apontam especialistas e professores. Problemas da escola atual como violência, indisciplina, desmotivação e dificuldade de manter a atenção podem também ter origem na falta de vínculo com o professor - e, portanto, poderiam ser minimizados na construção desse. Os desafios para transformar uma escola meramente racional em uma escola afetiva, porém, ainda são muitos.
Considerando o contexto de ocorrências e as condições necessárias para o uso da crase, as lacunas das linhas 05, 11, 12 e 16 devem ser preenchidas, respectivamente, por: