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Hilário Franco Júnier, na obra Idade Média, o nascimento do Ocidente, afirma o seguinte: “As monarquias eram as mais antigas das personagens políticas em cena na Europa Medieval. Nas sociedades arcaicas, com visão monista do universo, sem fazer distinção entre natural e sobrenatural, indivíduo e sociedade, a realeza desempenhava um papel harmonizador, integrador do homem no cosmos. Ou seja, para aquelas sociedades a realeza não era uma instituição política (conceito sem sentido para elas), mas uma manifestação do divino. Mesmo com o Cristianismo insistindo em ‘dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César’, as esferas políticas e religiosa não se separaram. Assim, na Idade Média, o monarca, sem ser Deus ou sequer sacerdote, como nas civilizações da Antiguidade, tinha inquestionável caráter sagrado”. Segundo o texto, para o autor, o exemplo da passagem acima é: