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No capítulo “Compreender, tomar e destruir”, da obra A conquista da América: a questão do outro, de Tzvetan Todorov, o autor descreve o paradoxo da conquista de Cortez, que compreende, relativamente bem, o mundo asteca melhor que Montezuma compreende as realidades espanholas. O paradoxo, nas palavras do autor, dá-se pelo fato de que “essa compreensão superior não impede os conquistadores de destruir a civilização e a sociedade mexicanas; muito pelo contrário, tem-se a impressão de que é justamente graças a ela que a destruição se torna possível”. Diante disso, analise as seguintes assertivas:
I. A admiração dos espanhóis não era pelos astecas, mas pelos objetos produzidos pelos astecas, isto é, Cortez fica em êxtase diante das produções, mas não reconhece a individualidade de seus autores.
II. A redução ao estatuto de objeto também incluía as pessoas: tanto Cortez quanto Colombo retornaram com espécies de coleções naturalistas em que índios eram colocados ao lado de animais e plantas.
III. Quando Cortez dá sua opinião sobre a escravidão dos índios, encara o problema do ponto de vista da rentabilidade do negócio para o espanhol, nunca levando em consideração o que os índios poderiam querer.
IV. A arte e a cultura indígena exercem nenhuma influência sobre a europeia: o ponto de vista é sempre espanhol, seu Deus é o mais forte, sua arte é a melhor.
V. Os autores espanhóis falam bem dos índios, mas nunca falam aos índios, isto é, não os reconhecem como sujeitos.
Quais estão corretas?