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Em 2010, a pesquisadora em Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação, Glaucia da Silva Brito, e o mestrando em Educação, Marlon de Campos Mateus, ambos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), realizaram uma pesquisa com professores de um colégio estadual de Curitiba (PR). A pergunta era: é possível usar os aparelhos celulares dos alunos com propósito pedagógico em sala de aula? A maioria não via nenhuma utilidade nos aparelhos, e ainda os considerava como um empecilho em suas aulas. Quatro anos depois, é crescente o número de professores que veem os celulares com outros olhos. E muitos os estão usando como aliados.
No Colégio Vital Brazil, de São Paulo (SP), costuma-se dizer que a liberação do uso dos smartphones e outros aparelhos eletrônicos em aula foi uma "necessidade". A coordenadora pedagógica do ensino médio, Maria Helena Esteves da Conceição, conta que, desde 2013, o uso dos aparelhos eletrônicos passou a ser feito em laboratórios e aulas específicas, como artes e matemática. "Alguns professores perceberam que para a produção de conhecimento por meio de diversas linguagens precisariam de smarts, tablets e afins. Assim, os alunos estudaram QR Codes na aula de artes", exemplifica Maria Helena.
Os pesquisadores da UFPR sugerem ainda outras possibilidades de uso pedagógico dos smartphones: pesquisas em dicionários on-line ou aplicativos, a câmera como recurso nas aulas de artes, as redes sociais com geolocalização para as aulas de geografia. Tudo depende do propósito pedagógico e da disponibilidade do professor. Mas será que esses aparelhos precisam ser usados em sala de aula? Não haveria outros meios para chegar aos mesmos resultados de pesquisa?
Para Paulo Fontes de Queiroz Junior, assessor de tecnologia educacional do Colégio Albert Sabin (SP), os celulares ajudam a buscar informações adicionais de forma mais rápida e ainda a simular situações. "Essas tarefas também seriam possíveis sem o uso da mobilidade, mas não teriam a mesma agilidade", defende.
Mas, claro que o uso de aparelhos em sala não agrada a todos os professores. Pesquisa recente realizada pela Fundação Nacional de Ciência da Universidade do Estado de Michigan (EUA) confirmou o que muitos desconfiam: o uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula é altamente prejudicial ao desempenho dos alunos quando utilizados sem o propósito pedagógico. Depois de avaliar 500 alunos, os pesquisadores concluíram que mesmo os melhores alunos saem prejudicados se o aparelho for usado em aula sem a finalidade acadêmica. Sem consenso entre os professores sobre os benefícios da tecnologia, no Colégio Mary Ward (SP) há espaço para ambos os comportamentos: usar e não usar.
Segundo o diretor pedagógico, Cesar Marconi, alguns docentes usam o smartphone de forma restrita, para pesquisa de temas ou apresentação de trabalhos em sala de aula, enquanto outros não permitem nem que os alunos o deixem à vista, pois acham que ocorre uma dispersão dos estudantes durante as explicações. Mas ele tem sua opinião. "A verdade é que, em breve, esses recursos deverão ser incorporados ao dia a dia como ferramenta de estudo e pesquisa", acredita.
Para incorporar os smartphones nas classes, é preciso preparo dos professores e planejamento para as aulas. Existem programas, pagos e gratuitos, que podem auxiliar o professor nessa tarefa. Todas as dificuldades são sanadas com o planejamento.
No que tange à pontuação do período, analise as afirmações que são feitas a seguir:
I. As vírgulas que separam a expressão em breve poderiam ser substituídas por travessões, promovendo incorreção ao período.
II. As aspas marcam uma citação textual, marcando a voz de Cesar Marconi, citado na linha 34 do texto.
III. A última vírgula, que antecede a forma verbal acredita, configura uma elipse verbal.
Quais estão corretas?