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“Estamos naturalizando o superencarceramento no Brasil e isso é preocupante. Prendemos muito e errado. O sistema não consegue se concentrar nos crimes contra a vida”, diz o diretor do Departamento Penitenciário Nacional, Renato de Vitto. A história do publicitário gaúcho Alexandre Thomaz é um exemplo desse rigor excessivo. Em 2002, ele descobriu um câncer na garganta. Deixou de sentir sabores, perdeu a fome e massa corporal. Por conselho médico, descobriu na internet que a maconha estimula o apetite. Plantou pés de cannabis em um sítio. Em 2009, graças a uma denúncia anônima, foi preso como traficante. Está em liberdade, mas responde a processo por tráfico e pode pegar de 5 a 15 anos de prisão. “Os cidadãos não sabem o que é tráfico. Têm uma imagem a respeito, mas não sabem o que se encarcera como tráfico no Brasil”, explica Salo de Carvalho, professor de Direito Penal da Universidade Federal do Rio de Janeiro e especialista em criminologia, que ainda completa: “O aumento do encarceramento aumenta a violência, todos os estudos mostram isso.”
Acerca do tema, escreve V para a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):
( ) A despesa média com cada preso situa-se entre 2,5 mil e 3 mil reais por mês, valor aproximado do investimento anual com alunos da rede pública.
( ) Dois em cada três detentos são brancos, e metade da população prisional frequentou ou possui Ensino Fundamental completo.
( ) Cerca de quatro em cada dez presos ainda não passaram por julgamento.
( ) Com investimento de R$ 36 milhões, a Penitenciária Industrial de Blumenau foi inaugurada em janeiro.
Assinale a alternativa correta: