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O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
Nesse semestre, para realizar um trabalho em sala de aula com o poema “O assassino era o escriba”, um professor de língua portuguesa planejou as atividades que pretende desenvolver com seus alunos do nono ano. Analise os objetivos abaixo e identifique os corretos.
I- Reconhecer e interpretar a linguagem figurada, os jogos de palavras e outros recursos expressivos do texto.
II- Relacionar o poema a outros textos, orais e/ou escritos, reconhecendo e promovendo relações intertextuais pertinentes.
III- Compreender a ironia, o humor e o lirismo nos versos do poema e identificar os recursos linguísticos indicadores desses efeitos.
IV- Identificar marcas de diferentes variedades linguísticas, relacionando-as aos propósitos comunicativos do texto, bem como utilizar a linguagem escrita com pertinência e desenvoltura.
V- Definir, sistematicamente, todos os conceitos morfológicos e sintáticos mencionados no texto.
Assinale a alternativa correta: