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A associação entre a violência contra os animais e a violência contra as pessoas tem sido uma das poderosas linhas de discussão no campo da biopolítica, além de uma questão premente na literatura contemporânea, a exemplo dos livros de JM Coetzee, como A vida dos animais (1999), no qual o escritor sul-africano aborda as questões do animal e das relações entre humanos e outros viventes por uma visão prismática, proporcionando um debate aberto e matizado sobre esses tópicos nos campos da ótica, da política e da literatura.
Em suas tramas, o autor explora os possíveis vínculos entre a vitimização de animais e problemas sociais humanos. Trata, dessa forma, a questão dos animais como um desafio permanente ético para a humanidade, numa abertura explícita ao debate contemporâneo em torno do problema. Nesse sentido, ele se destaca como o pensador que, no campo da literatura, mais contribuição tem dado a esse debate em expansão em vários campos disciplinares, propiciando novas maneiras de reconfigurar, fora dos domínios do antropocentrismo e do especismo, o próprio conceito de humano.
De acordo com o texto, o escritor JM Coetzee destaca-se como o pensador que mais contribui para o debate acerca da questão dos animais por