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De acordo com Azambuja e Garrafa (2010), as transformações éticas, morais e legais associadas ao progresso técnico-científico dos últimos anos trouxeram situações novas às práticas em saúde, modificando o relacionamento dos profissionais com seus pacientes de modo a torná-lo menos orientado aos deveres e às obrigações morais (deontologia) e mais voltado ao respeito à autonomia e ao pluralismo moral (bioética).
A relação profissional-paciente é naturalmente assimétrica e vertical. Tal característica se torna mais acentuada quando o profissional define unilateralmente as decisões terapêuticas a serem tomadas. Nesses casos, o profissional age com um ideal de