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NATUREZA EM CHAMA
Na terra sagrada
Que TUPÃ criou
Do seio materno
Se ouve o clamor
Da mãe Natureza
Sofrendo de dor.
O fogo ardente
Ao longe se vê
Queimando a mata
Sem Q, nem por quê
As folhas se torcem
Querendo viver.
No solo desnudo
Os restos mortais
Do verde da vida
E dos animais
Queimados, sofridos
Em cinzas reais.
Dos gritos agudos
Se ouve o clamor
De fruto ardendo
Na chama e calor
Ceifado, perdido
O fogo calou.
Dos olhos tristes
Uma lágrima cai
O lamento de dor
Com o vento se vai
Varrendo o chão
Varrendo o chão!
Em relação ao lamento e ao desespero da natureza devido à tortura imposta pelas queimadas, evidencia-se, na voz que enuncia o poema, um sentimento de