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Mais de 20% dos educadores brasileiros consideram sua saúde mental ruim ou muito ruim, indica a pesquisa “Saúde Mental dos Educadores 2022”, que ouviu mais de 5.000 profissionais da educação, entre professores e gestores de todos os Estados e do Distrito Federal.
Segundo o levantamento, a percepção do agravamento do quadro de saúde mental (21,5%) piorou em relação a 2021, quando 13,7% responderam sobre saúde mental. Em 2020, o percentual era de 30,1%.
A investigação, feita pela Nova Escola e pelo Instituto Ame Sua Mente, buscou compreender os efeitos da pandemia na saúde mental dos docentes. Quase 85% dos entrevistados eram da rede pública de ensino.
Entre as principais consequências negativas da pandemia, os educadores apontaram sentimentos frequentes de ansiedade (60,1%); baixo rendimento e cansaço excessivo (48,1%); e problemas com o sono (41,1%). Dificuldade de socialização e isolamento, sensação de tristeza e aumento do consumo de psicoativos e álcool também foram relatados.
Outra situação identificada durante e após a pandemia foi o aumento de casos da chamada síndrome de burnout, incluída, no ano passado, no Código Internacional de Doenças. [...]
Com cerca de 230 mil trabalhadores da educação na ativa, o Estado de Minas Gerais não tem um raio-X sobre o que ocorreu com eles durante e no pós pandemia. [...]
Na visão de Valéria Morato, presidente do Sinpro-MG, a realidade de isolamento social e insegurança e as novas metodologias impostas pela pandemia fizeram com que muitos professores adoecessem. “Sobrecarregadas com a jornada doméstica e profissional, muitas professoras pediram demissão”, diz. [...]
“No ensino superior, as aulas remotas geraram a possibilidade de mais lucro com a união de turmas – teve professor dando aula para até 200 alunos. Com isso, a qualidade da educação foi secundarizada, e muitos adoeceram. [...]
Com base no texto, é correto afirmar: