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As lentes de Kieslowski, os filmes de Fellini, as fotografias de Cartier-Bresson, as cerejeiras floridas na primavera japonesa, a tensão que precede a tempestade, lábios carnudos, a luz em Rembrandt, um sorriso largo, o David, um corpo que dança. A lista das imagens captadas pelo olhar que traçam uma espécie de consenso de beleza pode ser infinita.
Aqui só falamos do belo capturado pela visão, empanturrado de subjetividade individual, que atribui às coisas a qualidade do belo ou do feio. Não há precisão nessa experiência da percepção: existe uma ponte entre o que está visível e o que está escondido, uma harmonia de dentro que se expressa no exterior, um mistério íntimo que encanta. Um encontro com a beleza é um encontro sempre da ordem do transcendental.
Analise as afirmativas a seguir.
I. O dito “a beleza está nos olhos de quem vê” vai ao encontro do que diz o texto.
II. De forma geral, o padrão de beleza, que é definido por diversas imagens distintas, é compartilhado pela sociedade.
III. Existem diversas formas de captar a beleza do que existe, mas todas dependem exclusivamente dos sentidos humanos.
Estão de acordo com o texto as afirmativas: