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As lentes de Kieslowski, os filmes de Fellini, as fotografias de Cartier-Bresson, as cerejeiras floridas na primavera japonesa, a tensão que precede a tempestade, lábios carnudos, a luz em Rembrandt, um sorriso largo, o David, um corpo que dança. A lista das imagens captadas pelo olhar que traçam uma espécie de consenso de beleza pode ser infinita.
Aqui só falamos do belo capturado pela visão, empanturrado de subjetividade individual, que atribui às coisas a qualidade do belo ou do feio. Não há precisão nessa experiência da percepção: existe uma ponte entre o que está visível e o que está escondido, uma harmonia de dentro que se expressa no exterior, um mistério íntimo que encanta. Um encontro com a beleza é um encontro sempre da ordem do transcendental.
De acordo com o texto, aquilo que é visto não é belo em si porque: