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A questão do fundamentalismo religioso voltou a ecoar de forma substantiva após os violentos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. Esse acontecimento não significou um episódio isolado, mas parte de uma realidade sombria mais ampla, marcada pelo espectro do fanatismo religioso no mundo contemporâneo. Não se pode hoje ocultar a referência étnico-religiosa que acompanha grande parte dos conflitos vigentes no tempo atual. A presença da religião nesses conflitos não constitui um mero pretexto, mas parte constituinte de um “jogo multivariado”. Sobre a relação religião – fundamentalismo – terrorismo, analise as afirmativas a seguir.
I. A postura fundamentalista não aparece apenas na religião. Todos os sistemas que se apresentam como portadores exclusivos de verdade e de solução única para os problemas se inscrevem dentro daquilo que chamamos de fundamentalismo.
II. O fundamentalismo não é uma doutrina, mas uma forma de interpretar e viver a doutrina, é assumir a letra das doutrinas e normas sem cuidar de seu espírito e de sua inserção no processo sempre cambiante da história, postura que exige contínuas interpretações e atualizações.
III. O contexto de terrorismo e de guerra que tem-se vivido no início do século XXI faz circular como moeda corrente o termo fundamentalismo. Essa palavra se tornou chave explicativa e interpretativa de ações terroristas que ocorreram em diferentes regiões do mundo. O terrorismo, por sua vez, se afirma com a violência simbólica que atua no psicológico, impondo a cultura do medo e do terror, criando instabilidade política e social.
IV. O fundamentalismo político utiliza-se do discurso econômico como forma de instrumentalização de suas ideologias, buscando um distanciamento e uma imparcialidade frente ao dado religioso.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) afirmativa(s):