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O receio de ficar doente assombra as pessoas. O câncer de mama, por exemplo, pode ser a maior preocupação quando é identificada qualquer alteração nas mamas das mulheres. O medo é justificado por pesquisas na área médica que apontam a doença com a maior taxa de mortalidade no mundo, no sexo feminino, na faixa etária de 35 a 54 anos. A cada dez mulheres diagnosticadas com o câncer de mama no Brasil, três morrem em decorrência da doença, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, órgão do Ministério da Saúde. Entretanto, antes de se desesperar com a descoberta de algum nódulo, é preciso saber que as chances de ser uma doença benigna são grandes, e somente o médico pode dar o diagnóstico correto.
As pacientes que chegam desoladas pela identificação de algum nódulo são comuns nos consultórios. Contudo, ao aprofundar os exames, o diagnóstico pode ser de uma doença mamária benigna, o que acontece com frequência, porque algumas doenças são facilmente confundidas por leigos, principalmente, quando há incidência de dor. O que poucas pessoas sabem é que o câncer é uma enfermidade silenciosa e, normalmente, não causa dor. Quando o carcinoma apresenta esse sintoma, geralmente encontra-se em estado avançado. Se houvesse a dor na fase inicial, certamente, seria mais fácil descobrir a doença de forma precoce e as chances seriam maiores para um tratamento mais assertivo e menos agressivo.
Outro indício comum é o aparecimento de cistos nos seios, cujas pequenas formações não caracterizam o câncer, ou a propensão a desenvolvê-lo. Entretanto, isso deve ser um sinal de alerta, pois a mulher pode ser negligente ao se acostumar com a alteração e quando, de fato, for uma lesão maligna, não procurar o médico a tempo. É indicado observar, constantemente, a evolução ou o aparecimento de novas alterações. Quando se trata de nódulos suspeitos, comumente são mais consistentes, fixos e indolores quando tocados.
A assimetria mamária está entre as alterações benignas mais comuns, principalmente na adolescência, fase em que as mamas estão se formando e desenvolvendo. Identificado como fibroadenoma, trata-se do tumor benigno mais comum das mamas, geralmente solitário, sendo identificado muitas vezes pela paciente ou pelos exames de imagem (mamografia ou ultrassonografia). O diagnóstico preciso é obtido com uma biópsia por agulha. Após análise, a paciente é acompanhada e examinada constantemente e, dependendo do caso, pode ser submetida a uma cirurgia para retirada do tumor.
A melhor forma para um diagnóstico preciso é ir ao médico avaliar cuidadosamente o caso e escolher o método de investigação mais adequado para a circunstância. Sessenta por cento das ocorrências são doenças benignas. As pessoas com hábito de se autodiagnosticar estão propensas a acreditar que estão com uma enfermidade mais grave porque focam nos sintomas, e não na real probabilidade de ter doenças.
O fato de o câncer de mama geralmente só provocar dor quando em estágio avançado