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O modelo quilombista vem atuando como ideia-força, energia que inspira modelos de organização dinâmica desde o século 15. Nessa dinâmica, quase sempre heroica, o quilombismo está em constante reatualização, atendendo a exigências do tempo histórico e situações do meio geográfico. Circunstância que impôs aos quilombos diferenças em suas formas organizativas. Porém, no essencial, se igualavam. Foram (e são), nas palavras da historiadora Beatriz Nascimento, “um local onde a liberdade era praticada, onde os laços étnicos e ancestrais eram revigorados”. Essa estudiosa mulher negra afirma ter o quilombo exercido “um papel fundamental na consciência histórica dos negros”.
O texto apresenta uma noção ressignificada de quilombo em relação às noções hegemônicas, ao conjugar