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Uma paciente de 46 anos de idade, G2P2N2A0, DUM aos 45 anos de idade, relata que apresentou distensão abdominal de início há dois meses, associada a aumento de volume abdominal. Refere rotina ginecológica há um ano, sem alterações. Nega secreção vaginal associada. Associa-se ainda à perda de apetite e peso. Informa ainda constipação intestinal de cinco dias. Ao exame físico, está em BEG, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril, RCR a 2T sem sopros, BNF, com PA = 125 mmHg x 85 mmHg, FC = 99 bpm, MV presente bilateralmente, sem ruídos adventícios, FR = 18 irpm e SatO2 = 96% em ar ambiente. Constatam-se abdome doloroso à palpação globalmente, massa abdominopélvica palpável, não aderida a planos profundos, ruídos presentes e normais, sem descompressão brusca, sem defesa; especular colo com volume normal, superfície regular, orifício externo circular sem secreção associada; toque colo grosso, posterior, nasolabial, indolor à mobilização uterina, fundos de saco preenchidos anterior e lateralmente à esquerda, anexos não palpáveis. Realizou ultrassonografia pélvica transvaginal que estimou volume da lesão em 1.275 cc, anexial esquerda, útero em anteversoflexão, com mioma subseroso anterior 36 mm, intramural anterior 38 mm, intramural esquerda 28 mm, intramural fúndico 35 mm, ovário direito sem alterações com volume 10 cc. No intraoperatório do caso apresentado, observou-se cápsula rota com saída de material mucoso, com achado de células no líquido ascítico, sem acometimento de órgãos adjacentes, porém com implantes peritoneais menores que 2 cm.
Os tumores ovarianos mais comuns são os epiteliais, seguidos pelos do estroma e cordões sexuais e de células germinativas. Em relação aos tumores mucinosos, geralmente são multiloculados e com grande volume associado. Correspondem a menos de 5% dos tumores ovarianos.