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Uma paciente de 70 anos de idade, foi levada ao pronto-socorro por policiais. A polícia relatou que ela estava vagando pelo bairro e não cuidava de si mesma. Quando a encontraram em seu apartamento, estava suja, cheirava mal e vestia apenas um sutiã. Seu apartamento também estava sujo, cheio de lixo e comida podre. Ao ser entrevistada, a paciente não olhava para o entrevistador, estava confusa e não respondia a maioria das perguntas. Sabia seu nome e endereço, mas não a data. Foi incapaz de descrever os acontecimentos que levaram a sua admissão. No dia seguinte, o psiquiatra supervisor tentou entrevistá-la. Sua expressão facial ainda não esboçava reação, e ela não sabia o mês, nem o nome do hospital em que estava. Explicou que os vizinhos haviam chamado a polícia porque ela estava “doente” e que realmente se sentia doente e fraca, com dores no ombro. Relatou também que não se alimentava havia três dias. Negou já ter estado em um hospital psiquiátrico e ouvir vozes, mas admitiu ter consultado um psiquiatra uma vez porque tinha dificuldades para dormir. Disse que o médico receitara um medicamento, cujo nome não conseguia lembrar.
De acordo com o DSM-5, os subtipos de delirium são hiperativo, hipoativo e misto.