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Dados sobre legislação e violência relacionada à comunidade LGBT mostram que o Dia Internacional Contra a Homofobia, celebrado na quarta-feira, 17 de maio, ainda tem muito contra o que lutar. No mundo, pelo menos 72 países, estados independentes ou regiões criminalizam a homossexualidade. Dentre esses, oito aplicam pena de morte a homossexuais, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersexuais (Ilga). Apesar de alguns países, como o Brasil, garantirem certa proteção e reconhecimento aos direitos dessa população, estatísticas sobre violência contra o grupo revelam contradições.
O mais recente levantamento do Grupo Gay da Bahia documentou dados em 168 municípios brasileiros no ano passado. Dos 343 assassinatos ocorridos em 2016, 173 eram gays, 144 trans, 10 lésbicas, 4 bissexuais e 12 heterossexuais (parentes ou conhecidos de LGBT que foram mortos por algum envolvimento com eles). De acordo com a pesquisa, travestis geralmente são assassinadas a tiros ou espancadas na rua, enquanto gays são mortos dentro de casa, com objetos domésticos: facas, fios elétricos, sufocados na cama; muitas vezes encontrados pelos vizinhos somente pelo odor do corpo já em putrefação. O estudo diz, ainda, que 31% dos assassinatos ocorridos no ano passado foram praticados com arma de fogo, 27% com armas brancas, incluindo ainda enforcamento, pauladas, apedrejamento, além de casos com requintes de crueldade, nos quais houve tortura e queima do corpo da vítima.
Considerando os trechos apresentados, julgue os itens a seguir.
Com base em pressupostos da psicologia comunitária, é correto afirmar que a comunidade LGBT tem implicações de duas ordens: relacionadas ao gênero e à sexualidade.