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Saber a origem da carne que está nas gôndolas dos supermercados é uma exigência que veio para ficar. Após surtos de doenças, como a da vaca louca, ou a denúncia de desmatamentos para a criação de pastagens em áreas de floresta, a certificação da carne bovina passou a ser exigida pelos grandes importadores e consumidores.
O Brasil tem cerca de 200 milhões de cabeças de gado, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. É o maior exportador mundial de carne, com valores que ultrapassam os R$ 2 bilhões por ano. Mas esse comércio só tem garantias se o boi tiver origem comprovada. Países europeus só importam carne que seja rastreada, ou seja, com informações desde o nascimento até o abate do boi, incluindo dados quanto a vacina, origens e manejo.
No Brasil, a forma mais comum de monitorar o gado é por leitura ótica. A rotina de vacina, pesagem e controle é feita por meio de um número serial anotado por um funcionário da fazenda. Além de manual, demorado e pouco prático, o sistema dá margem a erros. O rastreamento com tecnologia importada exige investimentos e não é utilizado em larga escala no Brasil.
Aproveitando essa lacuna, o Centro de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), empresa pública pioneira no desenvolvimento de semicondutores no Brasil, desenvolveu o “chip do boi”. O produto é 100% nacional, barato e confiável (...).
Considerando as informações do texto e as partes que o constituem, assinale a alternativa correta.