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CLIC
Cidadão se descuidou e roubaram seu celular. Como era um executivo e não sabia mais viver sem celular, ficou furioso. Deu parte do roubo, depois teve uma ideia. Ligou para o número do telefone. Atendeu uma mulher.
— Aloa.
— Quem fala?
— Com quem quer falar?
— O dono desse telefone.
— Ele não pode atender.
— Quer chamá-lo, por favor?
— Ele está no banheiro. Eu posso anotar o recado?
— Bate na porta e chama esse vagabundo agora.
Clic. A mulher desligou. O cidadão controlou-se. Ligou de novo.
— Aloa.
— Escute. Desculpe o jeito que eu falei antes. Eu preciso falar com ele, viu? É urgente.
— Ele já vai sair do banheiro.
— Come é o seu nome?
— Quem quer saber?
O cidadão inventou um nome.
— Taborda. Sou primo dele.
— Primo do Amleto?
— É. De Quaraí.
— Vem cá. Como você sabia o número do telefone dele? Ele recém comprou!
O texto em referência foi publicado originalmente em 2000 e nele mantivemos a sua grafia original. Assinale a alternativa que contém o excerto no qual um vocábulo está incorretamente acentuado em face das mudanças introduzidas pela recente reforma ortográfica da língua portuguesa.