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Astrônomos descobrem planeta parecido com a Terra a “apenas” 6 anos-luz de distância
Ele fica a “apenas” 6 anos-luz daqui, tem dimensões semelhantes à Terra e está a uma distância de sua estrela parecida com aquela entre o nosso planeta e o Sol. Cientistas anunciam nesta quarta-feira a descoberta de um planeta que orbita a estrela de Barnard e, provavelmente, é rochoso.
É o segundo exoplaneta – como são chamados os planetas fora do Sistema Solar – mais próximo da Terra já descoberto.
Mas é preciso conter a euforia: é praticamente improvável que Barnard b ou GJ 699 b (as duas maneiras como o astro é denominado, cientificamente) reúna condições para a existência de vida.
O planeta está na categoria de superterra, ou seja, tem massa maior do que a Terra, mas menor do que os gigantes gasosos do Sistema Solar – por definição, o termo é empregado para planetas com massa de 1 a 10 vezes a da Terra. Barnard b, de acordo com os dados disponíveis, deve ter uma massa pelo menos 3,2 vezes a da Terra e dá uma volta completa em torno de sua estrela a cada 233 dias.
Além das dimensões semelhantes, Barnard b também está a uma distância em relação a sua estrela que é considerada da mesma faixa daquela que separa o Sol da Terra. “O planeta está localizado a uma distância de 0,4 unidades astronômicas – 40% da distância Terra-Sol – ou 60 milhões de quilômetros de sua estrela”, confirma Ribas.
Entretanto, como a Barnard é uma estrela fria e de baixa massa, provavelmente duas vezes mais velha que o Sol, está em uma zona em que a temperatura média seria de 170 graus negativos – a luz da estrela de Barnard fornece ao seu planeta apenas 2% da energia que a Terra recebe do Sol.
“Este planeta é muito frio, está fora da chamada ‘zona habitável’. Se pensarmos que a água superficial líquida é importante para a vida, este planeta provavelmente não é um bom candidato. No entanto, eu diria que quanto mais podemos aprender sobre pequenos planetas – onde eles são encontrados, do que são constituídos, se têm atmosferas – mais iremos compreender se a Terra é única ou não”, comentou à BBC News Brasil a astrônoma Johanna Teske, pesquisadora do Instituto Carnegie de Washington e uma das autoras do estudo.
Para descobrir o exoplaneta, os astrônomos cruzaram dados de 20 anos de pesquisas, obtidos por sete instrumentos astronômicos diferentes. Esta é a primeira vez que um planeta 45 tão pequeno e distante de sua estrela quanto este foi detectado usando a chamada técnica de velocidade radial.
Trata-se de uma técnica que se apoia no fato de que a gravidade não é uma força da estrela que afeta o planeta que nela orbita, mas também o contrário, ou seja, há uma força entre a gravidade do planeta e a estrela. Com os instrumentos adequados, os astrônomos conseguem detectar pequenas oscilações que a gravidade do planeta induz na órbita da estrela.
A respeito da tipologia do texto, assinale a afirmativa incorreta.