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O relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV), entregue nesta quarta-feira (10 de dezembro de 2014) à presidente Dilma Rousseff, aponta 377 pessoas como responsáveis diretas ou indiretas pela prática de tortura e assassinatos durante a ditadura militar, entre 1964 e 1985. Com 4.328 páginas, o documento consolida o trabalho da comissão, após dois anos e sete meses de audiências públicas, depoimentos de militares e civis e coleta de documentos referentes ao regime militar. Segundo o documento, a identificação da autoria dos crimes foi feita com base em documentos, depoimentos de vítimas e testemunhas, inclusive de agentes públicos que teriam participado da repressão. A CNV afirma no relatório que, devido à falta de documentos, relatos ou testemunhas, há nomes ‘conhecidos’ não incluídos na lista porque não foi possível comprovar a participação deles em violações de direitos humanos.
O relatório trata mais especificamente de um período iniciado em 31 de março de 1964, quando ocorreu o Golpe Militar no Brasil que derrubou João Goulart e que se estendeu até 15 de janeiro de 1985, quando Tancredo Neves foi eleito presidente pelo Colégio Eleitoral, iniciando, então, a transição do governo militar para o civil. Sobre estes mais de 20 anos da história do Brasil, que passou por três décadas do século XX, podemos apontar como características, EXCETO: