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Portugal não se entende sobre o Acordo Ortográfico. Criado com o objetivo de aproximar as diferentes variantes do idioma, o instrumento é encarado por parte dos portugueses como uma imposição da versão brasileira da língua e uma ameaça real a um dos símbolos de maior orgulho do país europeu. Diversas razões são apontadas para justificar essa sensação de domínio brasileiro sobre a nova ortografia. Entre as principais está a retirada das consoantes mudas da escrita lusa, alterando a grafia de palavras como ‘óptimo’ e ‘acto’ para a maneira adotada no Brasil.
Um notório “acordista” português, o professor catedrático Carlos Reis, coordenador do Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra, argumenta que apenas uma parcela ínfima parcela dos portugueses resiste às novas regras, por não aceitar que Portugal, nos últimos 40 anos, tenha deixado de ser o “proprietário” do idioma para ser mais um “condômino”, junto com outras sete nações. Além de Portugal e Brasil, são nações de língua portuguesa: