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Mulheres têm mais dificuldade em largar o cigarro
As mulheres, ao contrário dos homens, têm mais dificuldade em largar o vício do cigarro. Isso acontece, segundo o pneumonologista Luiz Carlos Corrêa da Silva, coordenador da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia, em decorrência de fatores hormonais, psicológicos e sociais. Segundo a última pesquisa da Vigitel 2013, do Ministério da Saúde, o número de ex-fumantes no país é maior entre os homens (26,0%) do que entre as mulheres (18,6%).
“A depressão é mais comum no sexo feminino, e a nicotina tem efeito antidepressivo, pois dá sensação de relaxamento, de bem-estar. Então, quando a mulher começa a tentar deixar o cigarro, ela pode passar por períodos de instabilidade gerados pela falta da substância no organismo. Portanto, ela tende a ter mais recaídas por causa da ansiedade. Tem também o vício psicológico, porque ela pode ficar mais ansiosa e descontar na comida, o que leva ao aumento de peso. Entretanto, com orientação médica e atividade física é possível reverter esse quadro”, explica.
“Tem também a questão da autoafirmação, principalmente entre as mais jovens. Hoje em dia existe uma liberalidade maior, as mulheres fumam e bebem mais. Antigamente, elas fumavam escondidas. Isso ainda acontece, mas não é tão comum. Hoje, fumar é um ato mais social”, completa Silva.
O Hospital A.C. Camargo de São Paulo também fez um estudo do gênero com 6 mil pacientes que buscaram apoio para abandonar o vício. Segundo o levantamento, as mulheres tendem a usar o cigarro para diminuir sintomas de ansiedade e depressão, ao contrário dos homens, que na grande maioria das vezes fumam por prazer. Com isso, na hora de deixar o vício, uma série de fatores psicológicos entra em jogo.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), uma das evidências dos malefícios do cigarro no corpo da mulher são os casos de câncer de pulmão. Na década de 1940, esse tipo de tumor maligno era incomum entre as brasileiras. Já no último balanço, divulgado este ano, está em terceiro lugar no ranking de incidência, só atrás do câncer de mama e do colo de útero. Estudos já constataram que 95% dos cânceres de pulmão ocorrem em pacientes com histórico de tabagismo.
No trecho “O Hospital A.C. Camargo de São Paulo também fez um estudo do gênero com 6 mil pacientes que buscaram apoio para abandonar o vício.” (4º§), o ponto final ( . ) tem como objetivo