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O senhor A.M.G. estava caminhando com sua esposa quando iniciou quadro de vertigem súbita. Cessou sua atividade física por alguns instantes, sentou-se em um banco e, após melhora, levantou-se com o propósito de ir para casa. Entretanto, ao dar mais alguns passos, apresentou “perda” de consciência, com queda presenciada da própria altura, com lesão cefálica. Manteve-se desacordado; o serviço móvel de urgência foi acionado e o senhor A.M.G., encaminhado para O Hospital de Urgência de Teresina-PI. A esposa relata que ele já havia apresentado vertigens em outros momentos de instabilidade glicêmica. Há relatos de tabagismo por 40 anos e etilista social. Com a queda, houve um traumatismo craniano e um corte de 15 cm na região frontal, com presença de sangramento ativo. AO EXAME FÍSICO: Regulação neurológica: Nível de consciência rebaixado. Pupilas anisocóricas (E > D: pupila direita medindo 2 cm e pupila esquerda, 4 cm), arredondadas e fotorreativas. Ausência de abertura ocular (mesmo com estímulos dolorosos). Ausência de emissão de sons e palavras. Apresenta movimentos de decorticação durante o estimulo doloroso (Glasgow de 5/15). Hidratação corporal e regulação térmica: Mucosas oculares e oral ressecadas e hipocoradas (+1/+4), pele sudorética, anictérico, acianótico, hipertérmico (T = 38,5°C). Oxigenação: Instalada oxigenoterapia por cateter nasal a 5ℓ/min. Taquidispneico (FR = 30 irpm), roncos bibasais, oximetria de pulso (SatO2) = 93%. Cuidado corporal e integridade tegumentar: Higiene corporal inadequada (presença de sangue no couro cabeludo, na face e nas roupas. Necessidade de auxílio da equipe de enfermagem para ser realizada a higiene corporal e bucal. Lesão traumática de 15 cm na região frontal com sangramento ativo. Comprometimento de derme e epiderme (realizado curativo compressivo local). Exames laboratoriais alterados Glicemia capilar = 48 mg/dℓ, hemoglobina (Hg) = 7,g/dℓ.
A pressão intracraniana (PIC) pode estar elevada em diversos eventos catastróficos intracranianos, como no traumatismo cranioencefálico, no acidente vascular cerebral hemorrágico ou isquêmico, bem como nos tumores cerebrais, nas meningoencefalites e no edema cerebral associado à insuficiência hepática aguda. Aumentos da PIC comprimem o cérebro dentro do crânio rígido. Isto reduz o fluxo sanguíneo cerebral e, consequentemente, a pressão de perfusão cerebral. A relação pressão-volume intracraniana aproxima-se de uma curva exponencial de: