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A missão Shenzhou-18 foi lançada na última quinta-feira, com três astronautas (que a China chama de taikonautas, uma referência à palavra taikong, que significa “espaço”) e também outros tripulantes: um grupo de peixes-zebra, que serão mantidos na estação espacial Tiangong — à qual a missão chegou após seis horas e meia de voo.
Os bichinhos, que têm até 5cm de comprimento, pertencem a uma espécie nativa da Ásia, bem comum em aquários. Mas o objetivo não é ornamental: os taikonautas irão observar o comportamento e a reprodução dos peixes num ambiente de microgravidade.
Trata-se de um dos 90 experimentos científicos que serão realizados durante a missão por Ye Guangfu, Li Cong e Li Guangsu, os três tripulantes. Guangfu, o comandante, já esteve no espaço (na missão Shenzhou-13, em 2022). Para os outros dois, que são ex-pilotos militares chineses, é a primeira vez.
O recipiente onde os peixes irão ficar, uma espécie de aquário, também terá algas. Isso porque o objetivo é tentar estabelecer um ecossistema fechado e autossuficiente, em que as plantas crescem e os animais se alimentam delas.
Segundo a Academia Chinesa de Ciências, trata-se de um estudo para analisar a viabilidade da criação espacial de plantas e peixes, que humanos poderiam comer em missões de longo prazo. Os taikonautas irão coletar ovas dos peixes, que serão trazidas de volta à Terra — e analisadas para saber se o espaço interfere na reprodução desses animais.
A tripulação também irá fazer reforços na estação espacial Tiangong, que sofreu danos recentemente: a missão anterior, Shanzhou-17, consertou um cabo que conecta os painéis solares da estação e havia sido danificado por um detrito espacial, causando perda parcial de energia. Na nova missão, esse e outros cabos receberão capas protetoras.
“[...] Segundo a Academia Chinesa de Ciências, trata-se de um estudo para analisar a viabilidade da criação espacial de plantas e peixes. [...]” (5º parágrafo). A palavra sublinhada só NÃO poderia ser trocada, observando-se o contexto, por: