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Em meados dos anos 2000, a Blockbuster dominava a indústria de locação doméstica de filmes. Era a maior empresa de aluguel de DVDs do mundo. Contava com mais de 9 mil lojas espalhadas por quatro continentes, 70 milhões de clientes e um polpudo orçamento de marketing. Tudo isso orquestrado por uma gestão de operações eficiente e lucrativa.
Foi preciso menos do que cinco anos para todo esse império ruir: a Blockbuster pediu falência em 2010. O nome do algoz: Netflix.
A empresa ficou mais centrada em defender a liderança que detinha do que em definir novos rumos para o negócio. Uma miopia reativa, aliás, que geralmente acomete os líderes de mercado. Uma mistura de excesso de confiança, arrogância estratégica e foco demasiado no presente: eis o coquetel mortal que embaçou a visão dos gestores da Blockbuster. Os sinais de mercado, já naquela época, mostravam que o novo modelo de negócios de assinaturas, proposto pela Netflix, cada vez mais ganhava adeptos. O “radar” da Blockbuster, no entanto, não captou os avisos que toda mudança sempre emite. Ou, se os captou, não deu o devido crédito a eles.
Ao longo de toda essa história, a Blockbuster não teve outra opção a não ser modificar seu modelo de negócio, entrando também no mercado online de locação. Porém, e como geralmente ocorre nesses casos, não conseguiu operar nesse novo conceito de forma lucrativa, começando aí sua derrocada.
Hoje a Blockbuster ficou no passado. A empresa fechou definitivamente as portas em 2013. Bem, não totalmente: restaram 12 lojas franqueadas nos EUA (uma delas no Alasca). Muitas viraram pontos turísticos. As pessoas tiram fotos do que restou de uma gigante do entretenimento, assim como se batem fotos do Coliseu ou das ruínas Maias. Como esses monumentos, a gigante Blockbuster é hoje somente uma lembrança, um símbolo patético do que a falta de proatividade pode fazer com uma empresa.
O termo sublinhado no trecho “Em meados dos anos 2000, a Blockbuster dominava a indústria de locação doméstica de filmes.” expressa uma ação: