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Considere o poema abaixo.
Certa senhora
Da casa, como de uma caixa fumarenta,
saem as sombras, pelos cantos,
e envolvem o terraço de onde a tarde, velhinha,
sob os muitos vestidos de cigana,
desce os batentes
segurando-se nos balaústres,
e passa pelo jardim, entre as plantas a escurecerem,
alcançando a calçada de muitos sapatos voltando.
Na rua, sem olhar para trás,
à frente de homens e mulheres calados,
vejo-a desaparecer no poente.
No poema,