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Janelas sobre o Saara
Redemoinhos
erigem rosas
rosas fugidias
em vórtices que não se cumprem
pois tudo em ti, deserto,
é a longa espera do horizonte.
Fulva tua cor, fulvos teus camelos,
lentos barcos da longa travessia.
Nas dunas nasce o sol,
rugindo.
A sede acorda, alongam-se as caravanas.
O céu é uma pupila imensa, dilatada,
e a sombra dos corpos, o repouso adiado,
além, na imensidão.
(SILVA, Dora Ferreira da Silva. Poesia Reunida. Rio de Janeiro: Topbooks, 1999)
No poema, compara-se a imagem de