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Poema arcaico II Não faço versos porque quero mas porque o tempo dos relógios me confunde e à insânia dos ventos me atormenta Não sei de onde vêm os versos que faço chegados na chuva trazidos no vento Eles me caçam me acham versos vadios versos gastos passados de mão em mão nos tempos de todos os tempos nas cores de canções nas rodas de verões versos já ditos escritos repisados por multidão de tresloucados postas em suas horas incautas versos antigos, arcaicos perdidos na contramão das estradas versos mortos que renascem nas minhas mãos.
De acordo com o poema, os versos descritos pelo eu lírico são