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Falo somente do que falo: do seco e de suas paisagens, Nordestes, debaixo de um sol ali do mais quente vinagre: que reduz tudo ao espinhaço, cresta o simplesmente folhagem, folha prolixa, folharada, onde possa esconder-se a fraude.
Falo somente por quem falo: por quem existe nesses climas condicionados pelo sol, pelo gavião e outras rapinas: e onde estão os solos inertes de tantas condições caatinga
em que só cabe cultivar
o que é sinônimo da míngua
Falo somente para quem falo: quem padece sono de morto e precisa um despertador acre, como o sol sobre o olho: que é quando o sol é estridente, a contrapelo, imperioso, e bate nas pálpebras como se bate numa porta a socos.
Considere as afirmações abaixo.
I. Ao lançar mão da imagem de um despertador (terceira estrofe), o poeta visa a chamar para uma situação de miséria a atenção de um leitor indiferente.
II. É expressa no poema a intenção de dar voz a pessoas submetidas a um contexto de privação.
III. Depreende-se do poema que a miséria provocada pela seca se esconde nas folhas prolixas da paisagem.
Está correto o que se afirma APENAS em