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Só é meu O país que trago dentro da alma. Entro nele sem passaporte Como em minha casa. Ele vê a minha tristeza E a minha solidão. Me acalanta. Me cobre com uma pedra perfumada. Dentro de mim florescem jardins. Minhas flores são inventadas. As ruas me pertencem Mas não há casas nas ruas. As casas foram destruídas desde a minha infância. Os seus habitantes vagueiam no espaço À procura de um lar. Instalam-se em minha alma. Eis porque sorrio Quando mal brilha meu sol. Ou choro Como uma chuva leve Na noite. (...) Só é meu O mundo que trago dentro da alma.
Infere-se corretamente do poema que