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Se eu tivesse nascido no circo, não me machucaria este siso, doendo agudo na alma. Desprezaria a abstrata necessidade de dar certo na vida e não faria nada. Aprenderia a domar pulgas, engolir fogo, adestrar poodles, fazer contorcionismo. Dependuraria os sonhos no mais alto trapézio, enfiaria o tédio na jaula dos ursos. Usaria minhas habilidades para equilibrar facas na língua ou entreter o público. Se eu tivesse nascido no circo, não teria desejos imediatos ou deveres inadiáveis. Deixaria cada coisa entregue a seu destino.
Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui eu não sou feliz Lá a existência é uma aventura De tal modo inconsequente Que Joana a Louca de Espanha Rainha e falsa demente Vem a ser contraparente Da nora que nunca tive E como farei ginástica Andarei de bicicleta Montarei em burro brabo Subirei no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar! E quando estiver cansado Deito na beira do rio Mando chamar a mãe-d'água Pra me contar as histórias Que no tempo de eu menino Rosa vinha me contar Vou-me embora pra Pasárgada
A partir da leitura dos dois textos, afirma-se corretamente: