///
Consumpção, delicada, doença ruim, febre hética, fimia, fininha, magra, mal de secar, mal dos peitos, moléstia-magra, seca, tíbia, tísica, peste branca...
A profusão de sinônimos nos dicionários para designar a tuberculose dá bem a medida de quanto a doença penetrou no imaginário popular. Quando seres humanos temem algo, o primeiro impulso é providenciar-lhe um eufemismo.
Em meados do século 20, com os antibióticos, imaginou-se que as moléstias infecciosas estariam controladas para sempre. O sonho durou pouco. O fenômeno da resistência às drogas antibacterianas, aliado a assimetrias no crescimento econômico, transformou a TB (abreviatura que também é uma forma de eufemismo) em uma doença endêmica na maior parte dos países em desenvolvimento.
É um notável progresso, portanto, a notícia do Ministério da Saúde de que a incidência da moléstia e sua mortalidade estão caindo no Brasil. Em 2011, foram registrados 36 casos de TB para cada grupo de 100 mil habitantes, contra 42,8 casos em 2011 (queda de 15,9%). Com relação às mortes, a redução foi de 23,4%.
Vários elementos contribuíram para a melhora. Entre ações específicas, vale destacar a ampliação do tratamento supervisionado, no qual um agente de saúde ou alguém que recebeu treinamento se certifica de que o paciente toma diariamente os remédios.
A terapia, que em geral dura seis meses, precisa ser levada até o fim. Caso contrário, a doença pode voltar sob formas resistentes, cujo tratamento é mais caro e complexo.
A adoção de associações de antibióticos em doses padronizadas também ajudou, por reduzir a quantidade de pílulas que o paciente precisa tomar. Causas mais remotas, como a melhoria na renda da população e seus efeitos sobre as condições de moradia, também podem ter contribuído.
Seria um erro, no entanto, acreditar que a batalha esteja ganha. Apenas no ano passado, 4 600 pessoas morreram em decorrência da tuberculose no país, e houve mais de 69 mil novas infecções.
Cada vez mais o bacilo se especializa em populações vulneráveis, como moradores de rua, portadores de Aids, subnutridos crônicos e indígenas. Merecem também atenção dependentes de drogas, que não raro reúnem parte dessas características numa só pessoa.
Considere as assertivas abaixo.
I. (linhas 17 a 19) Em É um notável progresso, portanto, a notícia do Ministério da Saúde de que a incidência da moléstia e sua mortalidade estão caindo no Brasil, o segmento destacado equivale a "seu poder de provocar mortes".
II. (linhas 42 a 44) Em Cada vez mais o bacilo se especializa em populações vulneráveis, como moradores de rua, portadores de Aids, subnutridos crônicos e indígenas, a referência a indígenas manifesta indiscutível preconceito quanto a essa população nativa.
III. (linhas 44 a 47) O que se destaca em Merecem também atenção dependentes de drogas, que não raro reúnem parte dessas características numa só pessoa está expresso com mais clareza em “grupo em que, não raro, parte dessas características são encontradas numa única pessoa”.
Está correto o que se afirma em