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Cézanne é um barroco retardado no século XIX, pelo temperamento arrebatado de meridional e o romantismo incurável de sua natureza tímida; mas é também um artesão, um geômetra, um construtor clássico. Essas qualidades contraditórias fazem seu gênio, e já em si mesmas, ou por outra, nas suas combinações esdrúxulas, constituem o grande traço da alma moderna − com a ambivalência de suas tendências, o seu querer e o seu sentir antitéticos, o seu dilaceramento interior.
Realista que se inicia sob o signo de Daumier e de Courbet, nem por isso deixa de cultuar Delacroix, o criador de antíteses coloridas tão sonoras quanto as da poesia de Victor Hugo. Cézanne admira a maestria plástica de Rubens, e é um eterno fascinado pela doçura, a elegância, a poesia do classicismo romano de Poussin. Nessas admirações, nesses mestres divergentes, já encontramos a chave do enigma cézanneano.
Leia atentamente as afirmações a seguir.
I. Essas qualidades contraditórias fazem seu gênio ... Substituindo-se o segmento grifado acima por Esse conjunto de qualidades contraditórias, o verbo fazer pode ser mantido no plural sem prejuízo para a concordância verbal.
II. ... Delacroix, o criador de antíteses coloridas tão sonoras quanto as da poesia de Victor Hugo. Respeitando-se a concordância verbal e, em linhas gerais, o sentido, o segmento grifado acima pode ser assim reescrito: quanto as que costumam haver na poesia de Victor Hugo.
III. Cézanne admira a maestria plástica de Rubens ... Mantém-se o respeito à concordância verbal e, em linhas gerais, ao sentido caso a frase acima seja assim reescrita: Cézanne admira as obras em que se revela a maestria plástica de Rubens.
Está correto SOMENTE o que se afirma em