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Leia o texto para responder às questões de 04 a 08: O burnout deixou de ser apenas um termo popular para descrever cansaço extremo. Desde 2019 a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a síndrome como um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente administrado. E os casos só tendem a aumentar.
Diversas pesquisas internacionais mostram que as mulheres apresentam taxas mais altas de exaustão emocional e sintomas compatíveis com burnout quando comparadas aos homens. A pergunta que fica é: por quê? A resposta passa pelo cérebro — mas não apenas por ele.
Do ponto de vista social, mulheres acumulam funções. Mesmo quando exercem atividade profissional em tempo integral, continuam sendo, na maioria das vezes, as principais responsáveis por tarefas domésticas e cuidados com filhos ou familiares idosos. Essa chamada “dupla ou tripla jornada” cria um estado de ativação prolongada do sistema de estresse. Só que o cérebro humano não foi projetado para viver permanentemente em alerta.
Há também um componente biológico relevante. Oscilações hormonais das mulheres ao longo do ciclo menstrual, gravidez, puerpério e menopausa influenciam neurotransmissores como serotonina e dopamina, diretamente ligados à motivação e ao humor.
Não se trata de fragilidade feminina. Trata-se de interação entre biologia e contexto social. Se as mulheres adoecem mais por burnout, isso não é um dado isolado. É um sinal de como organizamos trabalho, família e expectativas sociais. O cérebro feminino não é mais frágil. Ele está, muitas vezes, mais sobrecarregado. Compreender essa diferença é o primeiro passo para criar ambientes que respeitem os limites biológicos e emocionais de todos.
(Fernando Gomes. Por que as mulheres são mais vulneráveis ao burnout. https://www.estadao.com.br/saude. 08.03.2026. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o acréscimo de uma vírgula a trecho do texto preserva a norma-padrão de pontuação.