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Quase um século depois, as elites políticas à frente dos movimentos de independência africanos, por sua própria natureza, condições de formação e desenvolvimento, poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais – mesmo cientes de que estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas, abrindo espaços para vagas migratórias decorrentes de catástrofes naturais, conflitos armados ou mesmo como consequência de perseguições políticas e religiosas.
O contexto descrito no excerto foi um dos resultados