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Aprendemos pensar que, se é natureza, não é cultura – e, inversamente, se é cultura, não pode ser natureza. A força que impele os animais reprodução brota de pulsões naturais, ditas instintivas; já a instituição do matrimônio decorre de construções culturais. A fúria selvagem corresponderia natureza bruta; o diálogo pacífico seria uma conquista da cultura.
Segundo o autor, as pessoas tendem a considerar a natureza e a cultura