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A descoberta da tumba de Tutancâmon foi um dos maiores marcos da arqueologia mundial. Encontrada no dia 4 de novembro de 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter, a tumba foi essencial para a compreensão de vários aspectos sociopolíticos da sociedade egípcia na Antiguidade e dos seus ritos fúnebres.
O faraó Tutancâmon assumiu o trono aos 10 anos de idade após a morte de seu pai, Amenhotep 4º. Seu reinado ficou conhecido por revogar as medidas que seu pai havia promulgado e que alteravam aspectos profundos da religiosidade e da política do reino. Tutancâmon e seus conselheiros se empenharam para amenizar a crise econômica do governo anterior e o restabelecimento dos ritos e das cerimônias antigas: durante o curto período em que governou, o politeísmo retornou e o culto ao deus Amon foi permitido novamente, o que deu estabilidade para a sociedade egípcia e apaziguou os sacerdotes.
Carter nutria um grande interesse pela área onde a tumba foi encontrada, que é conhecida como Vale dos Reis. Lá, outras tumbas de faraós e membros da nobreza foram descobertas. O arqueólogo estava desde a primeira década do século 20 explorando a região com o apoio financeiro de um aristocrata inglês. Por fazer observações extensas, Carter estava convencido de que havia áreas inexploradas no vale. No entanto, ele só conseguiu permissão para começar a escavar essa área do vale no final de 1917. As escavações foram feitas por trabalhadores e trabalhadoras egípcios que tiveram seu papel na descoberta apagado.
As causas da morte de Tutancâmon, o “faraó menino”, aos 19 anos, ainda são tema de pesquisas e debates. As hipóteses sugerem desde doenças como malária até questões relacionadas às múltiplas deficiências que provavelmente eram consequências da consanguinidade da realeza egípcia na época.
A descoberta do sarcófago atraiu os olhares dos ocidentais para a arte milenar egípcia e teve impactos na elaboração da identidade egípcia moderna. A máscara mortuária de Tutancâmon é, até os dias atuais, um dos símbolos mais conhecidos do Egito Antigo.
No trecho “… a tumba foi essencial para a compreensão de vários aspectos sociopolíticos da sociedade egípcia…” (1º parágrafo), o vocábulo destacado apresenta como antônimo, no contexto em que se encontra: