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Veja – Como tornar as aulas [de matemática e ciências] mais atrativas e eficazes?
Jacob Palis (Academia Brasileira de Ciências) – A experiência das melhores escolas, no Brasil e no exterior, mostra que uma boa aula pressupõe desafiar os estudantes o tempo todo, de modo que eles sejam expostos a problemas cada vez mais complexos e estimulantes intelectualmente – o avesso da decoreba. Apenas num ambiente assim se abre o espaço necessário para a inventividade. O problema é que muita gente no Brasil ainda resiste a essas ideias. Dizem que os grandes desafios causam pressão sobre estudantes tão jovens e aguçam a competitividade. Mas por que se opor à competição no ambiente escolar? Não faz sentido. Precisamos, repito, criar mecanismos para rastrear os talentos precoces para as ciências e dar-lhes todas as oportunidades e incentivos, como ocorre há mais de um século, no mundo desenvolvido. É uma tarefa que demanda persistência, mas deve ser levada a cabo. Sem isso, um país não tem como almejar aparecer entre os melhores nos rankings de produção científica e de inovação. Estamos falando de uma condição básica para equacionar o déficit de cérebros brasileiros voltados para a pesquisa científica.
Analise as afirmações sobre o texto.
I. Em um modelo educacional desafiador, atividades que se fundamentem em memorização mecânica de conceitos são prescindíveis.
II. A identificação de talentos precoces é uma condição básica para que o país possa investir na educação deles e, dessa forma, garantir ascender no ranking de produção científica e inovação.
III. O Brasil tem se mostrado aberto às novidades, pois aqui se considera a competitividade como uma forma de se estabelecerem relações saudáveis entre os estudantes.
Está correto o que se afirma em