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I
Os seus compridos cabelos,
que sobre as costas ondeiam,
são os que de Apolo mais belos,
mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
e com o branco do rosto
fazem, Marília, um composto
da mais formosa união.
II
Os teus olhos espelham luz divina,
a quem a luz do sol em vão se atreve;
papoila ou rosa delicada e fina
te cobre as faces, que são cor da neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
teu lindo corpo bálsamos vapora.
(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)
Tendo por referência Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), quando se analisam os versos de I e II, constata-se entre eles a incoerência