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Um psicólogo recebe os pais de uma criança de 5 anos encaminhada pela escola para psicodiagnóstico. A criança, nos últimos dois meses, tem apresentado desinteresse pelas atividades e, eventualmente, emite gritos, sem motivo identificável, que perturbam a atmosfera da classe. Na primeira entrevista com os pais da criança, o psicólogo, de orientação psicanalítica, observa que, embora ao longo da sessão os pais tenham algum nível de insight de que esses comportamentos merecem atenção, não observa neles indícios de preocupação ou apreensão. Essa constatação, no contexto desse psicodiagnóstico, deve ser considerada como