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Apesar da modernização agrícola quanto a seu perfil técnico e econômico, a partir de meados dos anos de 1960, a propriedade fundiária, no Brasil, repõe o controle sobre os elementos históricos de sua dominação: o domínio da terra e, portanto, da força de trabalho rural. Ela persiste, assim, como elemento organizador central da atividade agrícola, mas se apresenta como independente de seu uso produtivo, e gera excedente de população rural que se reproduz na pobreza. No estado de São Paulo, esse processo de concentração de terra se associa à irregularidade fundiária, especialmente em algumas regiões, engendrando conflitos que provocam