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Mulher de 61 anos foi encaminhada ao serviço de psiquiatria por alterações de comportamento com meses de evolução, caracterizadas por um interesse particular e exagerado em relação a assuntos religiosos e inclinação a refletir sobre tópicos mais restritos, nomeadamente sobre o destino, iniciando a crença de que estaria predestinada a ser santa. Em termos de antecedentes pessoais, é relevante o fato de a paciente relatar que nasceu “roxa... pensavam que eu estava morta”. Não usa qualquer medicação e nega o consumo de álcool ou outras drogas. À data da observação psiquiátrica, a paciente apresentava-se vigil, orientada no tempo e no espaço e respondia calma e organizadamente às questões colocadas. Apresentava também distorção da memória, descrevendo a sensação de já ter experienciado no passado vários acontecimentos do quotidiano recente (conversas com o filho, ações individuais), fenômeno compatível com déjà vu.
A conduta terapêutica apropriada para o caso descrito é: