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O antropólogo inglês Peter Gow tem uma vasta trajetória de pesquisa com o grupo indígena amazônico Piro. Em um artigo intitulado “O parentesco como consciência humana: o caso dos Piro”, Gow afirma: “(…) analiso o sistema de parentesco dos Piro da Amazônia peruana como um sistema autopoiético, isto é, como um sistema que gera suas próprias condições de existência. Meu argumento é que o parentesco piro emerge espontaneamente do interior das estruturas da consciência humana (…)” A proposta de Peter Gow está alinhada com a de outros autores da etnologia contemporânea. Para esses autores, o modo de organização do parentesco dos grupos amazônicos são determinados