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Os filósofos iluministas criticavam o teatro de seu próprio tempo, ao qual opunham o teatro grego clássico, por eles considerado cívico e popular. Com o advento da Revolução Francesa, a experiência teatral da Antiguidade é recuperada e o povo é levado para o palco, onde são encenados fatos sociais e políticos. Leia abaixo um trecho do prefácio à comédia Fénelon ou les religieuses de Cambrai, escrita pelo dramaturgo jacobino Jean-Marie Chénier.
Pela própria natureza das coisas, a missão do poeta dramático, quando é digno de praticá-la, produz um impacto mais profundo do que a do filósofo que compõe um tratado de moral. Um ensina a sermos bons, o outro inspira o desejo de sê-lo, um disserta sobre a virtude, o outro a põe em prática e a torna atraente e fácil.
Para o dramaturgo revolucionário, o teatro serve: